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Tribunal turco adiou decisão sobre demissão do líder da oposição

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Um tribunal de Ancara adiou hoje a decisão sobre a eventual demissão do atual líder do principal partido da oposição turco, CHP, por alegada fraude.

A decisão do tribunal foi agendada para o dia 24 de outubro, adiando o futuro do partido político turco que tem sido alvo de repetidas investigações e detenções.

Hoje, na abertura da audiência, Ugur Poyraz, um dos advogados de defesa do Partido Republicano do Povo (CHP, social-democrata) disse que “milhões de pessoas” estavam a a observar a sessão e que a decisão do juiz seria crucial.

O futuro do partido continua incerto, uma vez que anteriormente, um tribunal de Istambul demitiu a liderança do CHP em Istambul no passado dia 02 de setembro devido a acusações de compra de votos durante um congresso.

Especialistas consultados pela agência France-Presse consideram que o adiamento da diecisão do tribunal foi uma estratégia para manter a pressão sobre o CHP, que obteve a vitória nas eleições locais do ano passado, a fim de alimentar divisões internas.

No domingo, dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se em Ancara para apoiar o CHP, que rejeita as acusações de compra de votos no congresso de 2023, durante o qual foi nomeada a actual liderança do partido.

Ozgür Oze, líder do CHP, disse no domingo que o “alvo” do tribunal de Ancara é a democracia na Turquia considerando que o processo judicial em curso é um “julgamento político” e “um golpe de Estado”.

Ozel, assumiu o comando do partido após a derrota nas eleições presidenciais realizadas em novembro de 2023, tendo conduzido o CHP à vitória nas eleições autárquicas de março de 2024, derrotando o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), islamista-conservador, do Presidente Recep Tayyip Erdogan, no poder desde 2002.

Entretanto, numa tentativa de proteger o atual líder, o CHP convocou um congresso extraordinário para o dia 21 de setembro.

O congresso deve reeleger Ozgür Ozel como presidente do partido.

Em outubro do ano passado, o sistema judicial turco iniciou uma onda de detenções por “corrupção” e “terrorismo” contra os eleitos do CHP, culminando na detenção, em março, do popular presidente da Câmara de Istambul, Ekrem Imamoglu, visto como o maior rival do presidente Erdogan.

A detenção de Imamoglu, denunciada como um “golpe político” pelo CHP, provocou reações internacionais e desencadeou protestos sem precedentes no país.

Desde então, Ozel tem tentado manter os protestos, organizando comícios semanais em cidades há muito consideradas bastiões do Presidente Erdogan.

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