“Todos os países da região devem estar atentos às consequências e repercussões de uma presença deste tipo, que ameaça a paz e a segurança coletiva da região”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão num comunicado divulgado no final da terça-feira.
Para o Irão, tais factos poderiam ter consequências “muito perigosas”, tendo em conta a “inimizade e a hostilidade” de Israel em relação à República Islâmica e ao Líbano e, sobretudo, devido aos crimes cometidos contra os palestinianos, segundo a nota.
Neste sentido, o Ministério iraniano apelou aos países da região para que “se abstenham de criar condições para uma presença destrutiva do regime sionista (Israel) e não permitam” que os seus territórios se tornem num “palco de ações desestabilizadoras” contra outros países.
Esta reação surge depois de a agência de notícias oficial dos Emirados (WAM), ter noticiado a reunião no domingo entre Netanyahu e o Presidente dos EAU, Mohamed bin Zayed, para discutir e fortalecer as relações bilaterais, sem fornecer mais detalhes.
No domingo, o jornal israelita Haaretz, citando uma fonte anónima, tinha divulgado que ambos os líderes se reuniram durante uma hora num aeroporto dos Emirados.
O Irão está em guerra com os EUA e Israel há sete meses, depois de estes países terem atacado o território iraniano, matando o seu líder supremo, Ali Khamenei, e outras autoridades de alto nível.
Em resposta, a República Islâmica lançou centenas de mísseis e drones contra território israelita e contra alvos e bases norte-americanas em países da região, incluindo os Emirados Árabes Unidos.
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram, a 18 de agosto, a suspensão — até novas ordens — de todas as suas relações comerciais e transações financeiras com o Irão, depois de as autoridades do emirado terem detetado o lançamento de dois mísseis balísticos iranianos em direção ao seu território.


